segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

5 de DEZEMBRO, a EXPO

31 + Um (o outro) fotógrafos na maior feira de fotografia realizada no Porto.
Pela primeira vez nesta cidade, 32 fotógrafos da região conseguiram unir-se num projecto ambicioso que pretende divulgar obra e facultar ao público a possibilidade de iniciarem a sua colecção de fotografia com custos muito reduzidos.
Com cerca de 100 imagens fotográficas diferentes em tiragens de 20 exemplares assinados e numerados, os autores aceitaram o desafio que será ensaio para futuros eventos a realizar em 2010.
A partir de um convite informal lançado pelos proprietários do Café Fénix, na Rua do Ferraz 38, bem junto ao Instituto Português de Fotografia, o Grupo efequatro e mais alguns amigos presentes, arregaçaram as mangas, expuseram e trabalharam no sentido de unir não profissionais que sentem a fotografia como forma de arte. Um mês e meio depois, já a 5 de Dezembro próximo e até ao dia 31,
Independentes, associados da Portografia, membros do Fotograma e o
Grupo efequatro - f4,
deixam o convite para que tome parte e participe no acto de inauguração desta exposição.

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

CONVITE - CONVOCATÓRIA


Já começou a ser divulgado que no dia 19 de Dezembro a Exposição Colectiva no Ferraz será a nossa primeira mostra vocacionada exclusivamente para venda de trabalhos fotográficos.

O projecto consta de uma exposição de trabalhos fotográficos no formato 13X18cm sem margem e montados em passe-partout da mesma medida sem caixilho.

Estes trabalhos montados, serão assinados e autenticados como "prova de autor" e não serão vendidos.

Simultâneamente, o autor está obrigado a fazer uma tiragem de 20 fotografias assinadas, datadas e numeradas (01de20, 02de20, 03de20, etc.) a tinta nankin, que poderá comercializar no Café Fénix e em outro local que entenda conveniente, pelo valor simbólico de x € (valor a definir posteriormente e em conjunto) isento de comissões.

Claro que estou a contar com a participação de todos os que já fizeram exposição ou vão fazê-la no Café Fénix, mais um conjunto de fotógrafos que queiram aderir a esta iniciativa. Para isso, conto também com a vossa colaboração, no sentido de tomarem a iniciativa de convidar conhecidos vossos.

Já está na forja um "flier" que tem um enorme campo para ser preenchido com os nomes dos participantes. Como penso ser desejo de todos nós que este documento passe a circular o mais rápidamente possível, seria ideal que me fizessem chegar com a máxima brevidade os nomes e contactos de todos os que estão interessados, até ao dia 21 de Novembro.

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Exposição Colectiva em Custóias


Convocatória

Até ao próximo dia 9 de Novembro poderás contribuir com uma fotografia a preto e branco para a Exposição Colectiva do Centro Cívico de Custóias.


http://maps.google.pt/maps?f=q&source=s_q&view=text&gl=pt&hl=pt-PT&q=cust%C3%B3ias+mapa

A inauguração desta mostra realizar-se-á no dia 13 de Novembro, e a exposição estará patente ao público até ao dia 11 de Dezembro.

Agenda

- Entrega das fotografias até ao dia 9 de Novembro;
- Montagem da exposição - dia 12 de Novembro;
- Inauguração - 13 de Novembro.

Temas

Os temas para os trabalhos devem estar subordinados aos seguintes tópicos:

- Momentos;
- Fragmentos;
- Instantes;

Apresentação dos trabalhos

As fotografias são obrigatoriamente a Preto e Branco e devem estar montadas em “passepartout ” com vidro, no formato 30X40.
Só é permitido um trabalho por autor.

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Outubro de 2008

Em 28 de Outubro de 2008, publiquei no blog 35mm&Digital
"Para os do 35mm..."
que, por considerar oportuno passo a transcrever:
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Visão “humana” e visão “fotográfica”
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A comparação muito fácil entre o olho e a máquina fotográfica, está na origem de vários erros. A simples observação, não das semelhanças mas no contrário, nas diferenças que distinguem a visão humana da visão fotográfica, basta para explicar as causas de alguns fracassos. Antes de mais, o olho, por si só, não vê. Limita-se a compor na retina uma sucessão contínua de imagens primitivas, sem dúvida opticamente sinceras, mas a sofrerem contudo, os efeitos inevitáveis das distorções…
Cerca de 130 milhões de receptores transmitem ao cérebro esses primeiros dados tirados de duas imagens simultâneas da retina, completamente diferentes, em que a fusão contribui, sem aliás ser o único elemento, para provocar a sensação de relevo. São estas impressões feitas ao mesmo tempo de sucessões e de persistências que, agrupadas numa síntese notável, corrigidas pelos hábitos, pelas noções adquiridas, as definições convencionais, contribuirão para a formação da visão humana. O olho, admirável até nos defeitos, é inseparável da inteligência, da sensibilidade, da imaginação que se associam para interpretar os seus dados primitivos. Só nos dá da verdade absoluta, real, concreta, do mundo que nos rodeia, verdades relativas, múltiplas, fugitivas, acomodadas, profundamente subjectivas e diferentes de um observador a outro.
Que parte da verdade científica, geometricamente analisável, poderá subsistir numa tal composição?
Essa imagem Intelectual que conservamos no fundo da memória é a única verdade que nos interessa, e só nos poderá emocionar a imagem que nos recordar ou sugerir a impressão sentida através dos meandros da nossa sensibilidade e da nossa inteligência. É necessário para tal, que a ciência e o engenho se aliem para negar a verdade científica em tudo o que ela tiver de absoluto, para nos restituir a nossa verdade subjectiva, profundamente humana com tudo o que implica de correcções, de aberrações, de convencional…
A visão humana possui no mais elevado grau o dom da selecção: o olho vê muito, observa menos, e retém o essencial…
A visão fotográfica, pelo contrário, tende por natureza a ver tudo, a tudo reter. Esta qualidade, tão preciosa em certos domínios, é preciso ser combatida para se conseguir obra válida. Tudo se limita, na verdade, a atenuar o acessório, a reforçar o essencial, a eliminar o supérfluo, numa palavra, a humanizar a nossa visão fotográfica.
Esse essencial pode porém ser imenso. Pode ser uma ideia de ambiente, de profundidade, de multidão; a objectiva grande-angular e a normal são inultrapassáveis neste domínio. Pode tratar-se também de um pormenor isolado, isento de qualquer floreado acessório; as grandes focais dão-nos aqui soluções mais elegantes do que a ablação à guilhotina de tudo o que ultrapassa o assunto principal, em uma ampliação excessiva.
Mas o jogo de possibilidades atinge o seu máximo de interesse quando o tema que escolhemos implica, não uma selecção em superfície, por corte ou enquadramento, mas pelo contrário uma selecção em profundidade, quando o assunto se torna inseparável da sua ambiência, quando se torna necessário manter o acessório evitando porém que tome o passo sobre o principal.
Permitindo-nos variar o que chamamos vagamente a perspectiva e que não passa da relatividade da representação das massas em presença, fazendo de profundidade de campo que se torna cada vez menor à medida que a focal aumenta um defeito erigido em qualidade, as focais múltiplas abriram largamente a porta a todas as variações possíveis sobre um tema único.

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Adaptado de
“Almanaque Português de Fotografia”
edição de 1958

FERRAZ 38

A Rua do FERRAZ tem no número 38 um pequeno café que disponibiliza agora o seu espaço para mostras de fotografia colectivas e individuais. Situado junto ao Instituto Português de Fotografia (IPF), o Café Fénix tem na maioria dos seus clientes pessoas ligadas a esta disciplina e expressão visual; alunos, professores, amadores e profissionais têem passado por aqui ao longo dos anos para aconchegarem o estômago ou estimularem a mente nos intervalos de acções... Foi esse o motivo que levou a proprietária a formular-me o convite para iniciar e organizar um ciclo de exposições que teve início no passado dia 24 de Outubro com trabalhos de: ARMINDO MOREIRA; HENRIQUE RAPOSO; HUGO PIRES; LUIS RAPOSO e PEDRO PINHEIRO AUGUSTO.
A mostra que estará patente ao público até ao dia 6 de Novembro, dará lugar no dia 7 a outra colectiva, onde participarão: JOSÉ MAGALHÃES; NUNO FONSECA; MANUELA VAZ; SÉRGIO CARVALHO e SÉRGIO FIGUEIRA.
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Alguns Momentos do Dia
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Foto: LUIS RAPOSO

Foto: HENRIQUE RAPOSO

Foto: HENRIQUE RAPOSO

Foto: LUIS RAPOSO

Foto: LUIS RAPOSO

Foto: LUIS RAPOSO

Foto: LUIS RAPOSO
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CALENDÁRIO DE EXPOSIÇÕES
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7 de NOVEMBRO - colectiva
21 de NOVEMBRO - colectiva
5 de DEZEMBRO - colectiva
19 de DEZEMBRO - colectiva
2 de JANEIRO
16 de JANEIRO
30 de JANEIRO
13 de FEVEREIRO
27 de FEVEREIRO
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sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

O Pai da Fotografia


Esta é a fotografia de um rosto que não existe. E é, também, o retrato do «Pai da Fotografia»... Porque aqui estão sintetizados os traços fisionómicos dos 11 mais notáveis pioneiros que criaram, aperfeiçoaram e de­senvolveram a técnica e a arte cinematográficas. O dr. Douglas S. Spencer, investigador inglês, decidiu com­binar, num único retrato, os ros­tos desses 11 pioneiros, sobrepondo-os numa única fo­tografia.
Para isso, recorreu a uma técnica simples e de fácil execução.
Primeiro, fizeram-se negativos de cada um dos retratos que iriam compor o rosto fina!. Um a um, esses negativos foram colocados num amplia­dor vertical e as suas imagens eram expostas sobre uma folha de papel fotográfico, sobre a qual fora demarcado a lápis, um contorno de referência. E assim, sucessivamente, as caras dos 11 pioneiros foram-se fundindo num único rosto. Nem sempre foi possível obter ima­gens de frente e no mesmo ângulo; os contornos das imagens de perfil ou em posições inter­médias ficaram ligeiramente marcados no rosto final, mas esses traços quase desapareceram na reprodução a meios tons.
Cada um dos negativos foi ex­posto sobre o papel durante um décimo do tempo necessário a uma exposição '«normal». Depois, foi apagado o contorno a lápis e o positivo resultante foi revelado. Finalmente, a partir dele, fez-se um negativo: o Retrato do Pai da Fotografia», pronto para à reprodução...

Eis os nomes dos 11 componentes do retrato:

1 — Thomas Wedgwood (1771-1805) — Tan­to quanto se sabe, foi ele o primeiro fotógrafo.Conseguiu fixar silhuetas sobre o pape! e couro recobertos de nitrato de prata Ou de cloreto de prata. As silhuetas eram obtidas por contacto, com desenhos em cristal ou folhas de fetos, sendo o conjunto exposto à luz solar.No entanto, Wedgwood não conseguiu «fixar» as imagens.

2 — Joseph-Nicephore Niépce (1765-1833) — Foi o primeiro a.executar fotografias e lito­grafias, recorrendo ao betume da Judeia, sen­sível à luz, aplicado sobre ó metal ou cristal e ao cloreto de prata sobre o papel (1816-1822). Obteve, pela primeira vez, fotografias com uma câmara. Em 1829 associou-se a Daguerre para definir e aperfeiçoar um processo foto­gráfico.

3 — John Frederick William Herschel (1792-1871) — Estudou reacções fotoquímicas e a sua aplicação aos processos fotográficos. Descobriu o hiposulfato de sódio e sua proprie­dade de dissolver o cloreto de prata, o que per­mitia a «fixação» das imagens. Foi um dos primeiros a usar a palavra «Fotografia». Em 1839 introduziu os termos «positivo» e «negativo».

4 — Louis Jacques Mande Daguerre (1787-1851) — Desenvolveu o primeiro processo fotográfico praticamente viável, em 1839. Sub­meteu placas de cobre recobertas de prata a vapores de iodeto, a fim de obter uma capa de. iodeto de prata sensível à luz. Seguidamente, expunha essas placas numa câmara para obter uma «imagem latente» e revelava-as tratando-as com vapor de mercúrio, após o que as fixava. Este processo foi muito utilizado até 1854.

5 — William Henry Fox Talbot (1800-1877) — Obteve o primeiro negativo fotográfico permanente numa câmara (1835) e foi o pioneiro do processo negativo-positivo, utilizando, iodeto de prata, papéis de cloreto de prata e reve­ladores líquidos para obter a Imagem latente (1840), segundo os seus próprios processos, denominados Talbotipo e Calotipo. Descobriu, também, a sensibilidade à Luz da gelatina bi-cromatada e preparou chapas metálicas para a impressão de gravuras de meios tons.

6 — Josef Max Petzval (1807-1891) — interessou-se especialmente pelo aperfeiçoa­mento de objectivas de grande abertura. Criou uma objectiva para retrato (1840) que encur­tou sensivelmente o tempo de exposição dos daguerreotipos, e que simplificou a fotografia de retratos e a tornou muito popular.

7 — Frederick Scott Archer (1813-1857) — Desenvolveu o primeiro processo prático para a obtenção de negativos sobre cristal, denomi­nado processo do colódio húmido (1851X devido à utilização de iodeto de prata sensível à luz dissolvido em colódio.

8 — Richard Leach Maddox (1816-1902) Utilizou a gelatina, em vez do colódio, como dis­solvente para os sais de prata, tanto sobre o papel como sobre o cristal (1871). A sua «emul­são» compunha-se de brometo de prata dissolvido em gelatina, o que permitiu a criação das primeiras chapas secas, o primeiro produto da Fotografia moderna.

9 — Hermann Wilhelm Vogel (1834-1898) — Descobriu os corantes sensibilizados (1873). Antes, os produtos fotográficos apenas rea­giam às luzes azul e violeta. Vogel mergulhava as chapas de brometo de prata num banho de corantes, com o que obtinha chapas ortocromáticas e pancromáticas.

10 — George Eastman (1854-1932) — Pio­neiro da moderna indústria fotográfica. Iniciou as suas actividades simplificando a Fotografia, para torná-la acessível a toda a gente, median­te o fabrico de películas em rolos e câmaras manuais de manipulação simples (1888). Pos­teriormente, fabricou películas, chapas e pa­péis para todos os tipos de aplicações fotográ­ficas, incluindo o Cinema, a Fotografia profis­sional, os raios X, as artes gráficas, a Fotografia científica e industrial, a reprodução de documentos, assim come aparelhos relacionados com tais aplicações.


11 — Vero Charles Driffield (1848-1915) — Em colaboração com o seu colega Ferdinand Huerter, investigou quantitativamente a rela­ção entre exposição, revelação, e a fotografia resultante. Criou a moderna ciência de Sensitometria graças à qual se conseguiram enor­mes progressos neste campo. Os seus princípios são aplicados pelos fabricantes para con­trolo dos produtos, para a criação de novas emulsões destinadas a fins científicos, para controlar a exposição e para assegurar uma boa reprodução de tons.

Actualizado

O Artigo anterior foi actualizado. Amanhã será novamente acrescentado.